O soluço das almas
Quando os crentes sentem dores em oração, é que renascem almas.
"Aqueles que semeiam em lágrimas, com júbilo ceifarão."
"O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e
comove o coração; esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao
menos em parte, as densas trevas, a extrema miséria e o indescritível
desespero desses mil milhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o
amor do Mestre, amor profundo como o mar; contempla o horripilante
espetáculo do desespero dos povos perdidos, até não poderes censurar,
até não poderes descansar, até não poderes dormir."
Sentindo as necessidades dos homens que perecem sem Cristo, foi
que Carlos Inwood escreveu o que lemos acima, e é por essa razão que se
abrasa a alma dos heróis da igreja de Cristo através dos séculos.
Na campanha de Piemonte, Napoleão dirigiu-se aos seus soldados
com as seguintes palavras: "Ganhastes sangrentas batalhas, sem canhões,
atravessastes caudalosos rios sem pontes, marchastes incríveis distâncias
descalços, acampastes inúmeras vezes sem coisa alguma para comer, tudo
graças à vossa audaciosa perseverança! Mas, guerreiros, é como se não
tivéssemos feito coisa alguma, pois resta ainda muito para alcançarmos!"
Guerreiros da causa santa, nós podemos dizer o mesmo: é como se
não tivéssemos feito coisa alguma. A audaciosa perseverança é-nos ainda
indispensável; há mais almas para salvar atualmente do que no tempo de
Müller, de Livingstone, de Paton, de Spurgeon e de Moody.
"Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!" (1 Coríntios 9.16).
Não podemos tapar os ouvidos espirituais para não ouvir o choro
e os suspiros de mais de um bilhão de almas na terra que não conhecem o
caminho para o lar celestial.