A sala de estar

A SALA DE ESTAR
Pare diante dele milhares de vezes, e cada olhada será como
a primeira. Deixe que um milhão de pessoas fitem a pintura, e
cada uma verá a si própria. E todas estarão certas.
Capturada no retrato está a terna cena de um pai e um
filho. Atrás deles há uma grande casa sobre a colina. Sob seus
pés passa um caminho estreito. Descendo da casa, o pai vem
correndo. Subindo a trilha, o filho se arrasta. E ambos
encontram-se no portão.
Não podemos enxergar a face do filho, mas podemos verlhe
o manto esfarrapado e o cabelo pegajoso. Podemos notar a
lama atrás de suas pernas, a sujeira em seus ombros, e a bolsa
vazia no chão. Um dia, essa bolsa já foi cheia de dinheiro. Um
dia, esse rapaz já foi cheio de orgulho. Isso, porém, uma dúzia
de tabernas atrás. Agora, a bolsa e o orgulho esvaziaram-se. O
pródigo não oferece presente nem explicação. Tudo o que ele
oferece é o cheiro de porcos e uma desculpa ensaiada: "Pai,
pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser
chamado teu filho" (Lc 15.21).
Ele não se sente merecedor de seus direitos de
primogenitura. "Degrada-me. Pune-me. Tira meu nome da
caixa do correio e minhas iniciais da árvore genealógica. Estou
disposto a desistir de meu lugar à mesa".
O moço contenta-se em ser um empregado. Há apenas um
problema: embora o jovem esteja disposto a deixar de ser filho,
o pai não está disposto a deixar de ser pai.
Max Lucado

 

 

Teologia

Patrocinado por:

Books Gold

Ajude a manter nossas pesquisas:

Donation to research

 

free counter

Leitura recomendável desta semana:

Cristianismo Básico - John Stott

Contato

CETEP- Teologia e Psicanálise
Brasil

© 2013 Todos os direitos reservados.

Crie um site grátisWebnode